O passo seguinte…

Ainda nem deu tempo de assimilar direito a estreia e a vitória e outro desafio já bate a nossa porta. O dia de ontem, para mim, nesse pós jogo foi sensacional, tinha tempo que eu não via o blog tão movimentado, me senti como quando tudo começou, eram avalanches de publicações e visitas praticamente na mesma proporção. Minha mente fervilhava e meus dedos coçavam para escrever, até hoje não descobri de onde tirava tanta coisa para dizer, mas as palavras simplesmente chegavam e eu tinha uma necessidade incontrolável de externá-las. O tempo foi inibindo essa vontade, me arrancando as palavras e ontem, vendo visitas realizadas em textos antigos, resolvi eu mesma ler alguns e confesso, foi um choque porque não sei se algum dia vou escrever daquela forma tão intensa e apaixonada outra vez.

Não, a paixão e o amor não acabaram, apenas tomaram outra forma, amadureceram, são quase 10 anos desde o primeiro post, é muito tempo e isso me soa até assustador. No dia em que estive no amistoso na Unisociesc tive para mim que seria comedida, controlada, que eu devia me comportar como alguém com a minha idade, profissão, achei que realmente isso seria possível, pois até ali existia a necessidade de assistir o jogo, nada mais, até entrar no ginásio e sentir uma avalanche de sentimentos, quando percebi, eu já estava praticamente sem voz, vibrando, gesticulando e aplaudindo, ali eu tive certeza que não tenho cura mesmo, e que tudo que eu sinto em relação a equipe, as pessoas envolvidas e o esporte pode até mudar, mas acabar, não é possível.

Outra coisa bacana que começou essa semana foram as mensagens de incentivo para eu continuar e a percepção de que existem pessoas que sentem falta do que eu escrevia, eu estava numa “vibe” de que ninguém mais tinha interesse, que meu meio de comunicação e até minhas palavras eram ultrapassadas para alcançar aqueles que são o motivo da existência desse: os atletas. E então de repente a saudade me acerta de cheio e tudo aquilo que eu achava não ser mais capaz começa a voltar, aos poucos. Não, nunca será como no começo, mas eu confesso que se for 20% do que eu era, estarei muito satisfeita, porque já será muito mais do que fiz pela equipe e pela história dela nos últimos anos.

Mas, vamos ao que me trouxe até aqui: a partida de logo mais contra o Flamengo no Rio de Janeiro. Se Botafogo é uma rivalidade recente, Flamengo deve ser a maior e a mais antiga em nossa história. Desde 2008, quando comecei a acompanhar as equipes que não suporto o Flamengo, em parte por causa do outro esporte, em parte porque eu não conseguia receber bem a postura deles em quadra, em parte por causa de um jogador em particular que curtia muito criar caso na cidade e que motivou uma mobilização encabeçada por mim há muito anos, mas isso é outra história, enfim não suportava essa equipe. Fiz o esforço de respeitá-la quando Shilton jogou lá e também ao longo do período que a equipe era comandada por José Neto, agora, não há nada mais que me “obrigue a isso”. Tá Olivia, sei que teu irmão joga lá e que ele é muito gente boa, mas minha cota de gentileza com essa equipe esgotou rs. É uma equipe excepcional? Sim! Perigosa? Sim! Mas também intragável, insuportável e que já foi nosso algoz diversas vezes. Foi reformulada, mas continua forte, então já sabemos, nosso trabalho, em comparação com segunda será triplicado.

O que quero dizer com isso é que, por mais que conheçamos as qualidades e tributos do nosso adversário de logo mais, temos conhecer e aprimorar ainda mais os nossos. Sim, porque também temos qualidades e muitas, força, juventude, velocidade e atributos que a outra equipe não tem: união, persistência, coragem e coração, ah temos muito coração, às vezes até demais que desconcerta. Por mais que os elementos da equipe mudem, porque os atletas mudam, essas características permanecem, como algo intrínseco dela. Lance livre ganha jogo, boas infiltrações ganham jogo, trabalho de bola e coletivo ganham jogo, mas coração e sentimentos na dose certa ganham o mundo, não apenas o jogo. Então, é justamente isso que eu lhes desejo, que ganhem o mundo essa noite. Não posso lhes garantir a vitória, nem tranquilidade, mas posso lhes desejar paciência, concentração, sabedoria e muita, mas muita fé, porque Deus sempre está do lado daqueles que buscam ser melhores e é isso que vocês fazem todo dia, treinando, se esforçando e nunca desistindo.

Eu acredito em vocês e nessa incrível capacidade de que vocês tem de se reinventarem, se superarem, como disso o locutor na segunda, cada jogo é decisivo e uma nova oportunidade de fazer mais e melhor, de crescer, aprender e resgatar o melhor que cada um tem dentro de si. Mesmo tão distantes, sei que haverá muita gente com vocês, então tenham certeza que o sexto homem da partida está garantido. Fiquem em paz, descansados, mas focados e façam o que tiver que fazer, mas façam juntos, quando a coisa estiver complicada, olhem para o lado, a força de você está ali no seu companheiro de equipe, vocês não estão sozinho e vocês podem muito mais do que realmente já mostraram. O jogo de segunda já passou, não há nada ganho ainda, então bora olhar para frente para dar o próximo passo e escrever mais um capítulo nessa história.

BOA SORTE A TODOS! E QUE DEUS OS PROTEJA!

 

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