NBB – Botafogo 62 x 64 Joinville

Em noite de estreia e numa partida eletrizante do inicio ao fim, nossa equipe conquistou sua primeira vitória no NBB 11. Eram muitas estreias em uma única noite, nova temporada para a equipe, novo comando e novo desafio para nosso novo técnico. Ingredientes que por si já seriam suficientes para abalar a confiança, e trazer para dentro da quadra a insegurança, mas não, ela ficou bem longe do ginásio, ao menos na maior parte da partida.

Fiquei imaginando se eles estavam se sentindo tão nervosos quanto eu, mas bastou o início da partida para perceber que era só eu, em quadra Jefferson, Bambu, Mathias , Felipe e Lucas entraram com firmeza, encorajados pelo senso de união e de superação, mesmo que a 1ª cesta tenha saído quase 1 minuto após o início da partida pelas mãos de Mathias. Foi um quarto pegado, cheio de alternância no placar com a nossa equipe levando leve vantagem, finalizando o período com 2 pontos de frente, anotando a parcial de 19 x 21. O destaque do período foi que a pontuação foi bem distribuída entre os atletas que entraram, demonstrando um eficiente trabalho em equipe.

No período seguinte, porém a vantagem não se manteve, e o destaque, foi o baixo aproveitamento dos arremessos das duas equipes. O comando da pontuação pelo nosso lado ficou a cargo de Lucas e Mathias, com 4 pontos cada. Destaca-se que entramos firmes no quarto, com 3 minutos havíamos aberto 10 pontos de frente, que foi a maior vantagem atingida por uma das equipes em toda a partida, porém em dado momento as coisas começaram a não encaixar, perdemos espaço, arremessos e fomos superados indo para o intervalo com parcial de 34 x 31.

Na volta do intervalo voltamos com “sangue nos olhos” e dispostos e recuperar a frente da partida. Foi um período marcado por defesas consistentes e mãos quentes. Bambu, Felipe, Jefferson e Willian juntos converteram 5 bolas de 3 pontos, sem contar que Willian sofreu falta em seu arremesso convertido e ainda teve um lance livre convertido, somando 4 pontos em uma única jogada. Viramos a partida para parcial 47 x 50.

Ainda faltava o último quarto e quem entende de basquete sabe que qualquer segundo é muito tempo para mudar a história de uma partida. Eu acompanhava a transmissão de uma rádio local (dica do amigo Igor) e entendia que não seria justo que a vitória escapasse de nossas mãos.

O comentarista rasgava-se de elogios a postura da equipe, sem contar os elogios individuais a atuação de Jefferson em especial por ser um jogador muito aplicado, a de Willian por “mesmo parecendo franzino” (palavras do narrador) tem muita presença e um belo arremesso e a Felipe, pela sua atuação polivalente na partida. Se ele não fosse de uma rádio do Rio diria que era Joinvillense tamanho o entusiasmo com que falava da equipe, destacando como a equipe estava funcionado, jogando junta, endurecendo a partida com defesas consistentes, mostrando um basquete de alto nível e que merecia vencer a partida pois naquele momento mostrava-se tecnicamente superior ao oponente.

E ai eu fiquei como né? Igual pavão, estufando o peito cheia de orgulho, afinal alguém estava falando bem dos “meus meninos” e quem não se orgulharia com tudo que estava acontecendo? Mas bem, ainda tinha os 10 minutos finais, marcados por muita apreensão e nervosismo. Na frente do computador o coração sai pela boca e a cabeça explodia, parecia no dia daquela partida histórica em 2012 no Pinheiros.

O último quarto foi um teste para cardíaco, nossa equipe com 3 pontos de frente e o placar congelado. Foram mais de 3 minutos em que nenhuma equipe pontuasse, defesas fortes, desperdícios de bola, muitas interrupções por faltas, eis que o 2º adversário começou a aparecer: o nervosismo. Levamos um pouco mais de tempo para quebrar o jejum e foi em uma bela bandeja de Jefferson. Depois dessa conseguimos administrar a vantagem e chegamos a abrir 7 pontos de frente, isso faltando pouco mais de 2 minutos para o final da partida. Haja coração minha gente, porque a partir dali foi uma festival de faltas para parar o cronômetro e o adversário reduzindo nossa vantagem, com 44 segundos a nossa vantagem era de apenas 4 pontos. Parecia que toda a tensão não vista ao longo da partida tinha resolvido aparecer nos últimos segundos. O nervosismo estava muito presente, porém nem isso atrapalhou nossos planos de trazer uma vitória para casa. E que sabor especial tem essa vitória afinal, estreia e justamente contra quem nos tirou (no critério de desempate) do NBB 10.

Fim de jogo 62 x 64. Destaques da partida, Jeferson com 5 assistências, 3 recuperações e 8 rebotes atingindo 13 de eficiência, Willian com 70% de aproveitamento nos arremessos, Mathias que fez uma excelente partida de estreia com 8 rebotes, contribuindo com 10 pontos e atingindo 12 de eficiência, Bambu com 10 pontos, Lucas com 11 pontos, foi o segundo maior pontuador, ficando atrás apenas de Felipe, o grande destaque da noite, com 17 de eficiência, ele fez de tudo na quadra, pegou 5 rebotes, deu 5 assistências, recuperou 2 bolas e anotou 13 pontos, não foi a menos que o narrador o chamou de “espetáculo”. Destaco ainda os pedidos de tempo como fundamentais para a mudança de postura em momentos decisivos, fez a diferença para acalmar e reposicionar a equipe no jogo.

Quando o cronômetro zerou só ficou a certeza que nossa estreia, foi uma noite de superação, de testar os nervos dentro e fora da quadra e para a insatisfação do nosso adversário, essa era para ser a nossa noite, entramos em quadra, possivelmente desacreditados por muitos, mas acreditamos em cada um de nós, tanto individualmente quanto coletivamente e o resultado está aí, uma equipe unida que buscou junta o resultado. Coletivo, juntos… esse é o segredo!

Parabéns a todos pelo resultado. Sei que a caminhada é longa e difícil, mas foi um bom começou, demonstrou nossas qualidades, nosso entrosamento e nosso desejo de fazer aquilo que ninguém espera que façamos. Sejamos a surpresa,  o espanto, sejamos luz, assim como os vagalumes que sozinhos pouco representam, mas juntos provocam um clarão. Só precisamos ser nós mesmos e sim, talvez tenhamos que trabalhar mais, nos esforçar mais, mas é isso que somos: lutadores! E vamos lutar cada batalha por vez.

Bom descanso e nos “encontramos” na quarta. Parabéns ao prof. Daniel por ter enfrentado com maestria a estreia (sua e da equipe) e aproveito também para parabenizar o prof. George, aniversariante do dia. Como diria o amigo Jackson Nessler, “que presentão os garotos lhe derão”. Que esse seja apenas mais um dos presentes que esse dia lhe ofereceu, que Deus lhe abençoe em todas as caminhadas que decidir trilhar e obrigada por ter acreditado nesse garotos durante todo esse tempo, permitindo que eles chegassem até aqui. Feliz aniversário, prof. George.

#SoltaramoFritznaQuadra #JuntossomosmaisFortes #JuntossomosIncríveis

Crédito da foto: Vítor Silva / SS Press / BFR

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *