Se apegar é fácil

Algumas pessoas se apegam facilmente as coisas que lhes fazem bem, que lhes trazem alegria. Lógico, sempre queremos o melhor nos cercando, queremos aquilo que nos desperta bons sentimentos, queremos por perto tudo aquilo que nos faz bem e desperta o bem, que torna nossos dias alegres, nos traz energias boas e transforma nossos dias.

Eu sou uma pessoa apegada, não a coisas, tá tem coisas que tenho um apego sim, mas não pelo materialismo, mas pelo que representam, mas no aspecto que cito, meu apego é a pessoas, momentos e… especialmente, basquete! Eu não tinha me dado conta como a vida ficou mais divertida e alegre depois de ter esse “compromisso” de acompanhar jogos, de torcer, tinha me acostumado a não ter isso mais em minha vida e é por causa desse apego e de redescobrir o impacto disso na minha vida que eu vinha sofrendo por saber que estava acabando e agora é fato, são as duas últimas partidas em casa, as duas últimas oportunidades de estar com eles e como fica esse meu coração tosco?

O basquete sempre me fez muito bem, mesmo que eu levasse um tempo para entender o que ele estava me proporcionando fora da quadra, quando a situação apertou, quando fraquejei, lá estava ele para me distrair, me alegrar, ocupar minha mente e me permitir concentrar minha energia em coisas boas, em ajudar ao invés de me fechar e sofrer. Estou falando isso porque quando o basquete voltou para minha vida, quando voltei a me dedicar a ele, voltou com ele lembranças dos motivos pelos quais eu me envolvi com o basquete. Não sinto saudades, só um doente sentiria saudades de sofrer, o que ocorre é apenas o entendimento de que não podemos ter tudo, que cada coisa tem seu tempo e que nem tudo que é convencional se encaixaria na minha vida. Prova disso é justamente o basquete, todo mundo vai lá e torce, acabou o jogo, se venceu comemora, se perdeu, vira as costas e vai embora, mas para mim vai além disso, é uma parte de mim, que nunca me deixa e que eu não quero que deixe, porque o basquete faz parte da minha vida, eu vivo dele, emocionalmente. E mesmo os anos passando, eu amadurecendo, o sentimento cresce e amadurece comigo. Posso não me dedicar tanto quanto no início, mas o sentimento dentro do peito continua lá emanando amor, respeito, admiração e uma torcida incondicional pelo sucesso de cada um. Trancende a equipe.

Esse esporte é minha energia, é o meu “universo paralelo” e tudo ficou ainda mais claro quando percebi, como a conquista de uma vaga na final tem repercutido entre as pessoas que conheço e que conhecem essa minha “devoção” e amor pelo basquete. É sensacional quando as pessoas comentam, elogiam, comemoram comigo e acreditam na equipe mesmo sem conhecê-la, ou acompanhá-la, só pelo simples fato de eu não conseguir falar de outra coisa. Lógico, a repercussão da conquista está em toda a cidade e é bonito de ver, mostra o carinho que a cidade tem pelo esporte e isso traz uma atmosfera tão empolgante e feliz que só faz crescer meu desejo de ter basquete para a vida inteira. Eu me alimento de todos os bons momentos que o basquete tem proporcionado, toda a emoção, toda a alegria. E compartilhar essas palavras é a minha forma de retribuir todo bem que o basquete me faz. Por isso, só posso reforçar minha torcida, minha energia positiva, minha confiança e minha fé. #EuAcredito #LigaOuro #VamosparaaLuta

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *