Joinville 55 x 70 Contagem – MG

Eu esperei por esse momento o dia inteiro, a saudade perturbava meus pensamentos, então gastei o máximo de energia que pude para não ter tempo de pensar em nada relacionado a basquete, até que fosse inevitável. E como eu estava feliz e emocionada quando entrei naquele espaço, tudo bem que para minha infelicidade tiraram minhas queridas cadeiras, sério depois que você senta uma vez nas cadeiras não quer outra coisa, ainda assim, ouvir aquele som de atrito e o quique da bola, não tem preço.

Lógico que no final teve uma vantagem de sentar lá em cima, foi graças a isso que pude ver, no outro lado algumas figuras muito queridas de nossa torcida e que hoje estão trilhando uma história de muito sucesso por onde passam. Estou falando de André Góes, Renato Scholz e Jimmy. Sim, eles estavam na arquibancada e foi muito bom tê-los prestigiando o esporte na cidade, afinal não faz muito tempo eram eles que pisam nessa quadra e eram ovacionados pela torcida. A vida os levou para caminhos diferentes, mas nem por isso meu carinho por eles é diferente. Naquele momento em que os vi lá, pensei, com lágrimas nos olhos: – “Esta todo mundo em casa, então tudo vai dar certo!”.

O jogo começou com muitos desperdícios de ataque nos dois lados, tanto que a 1ª cesta só foi convertida passado mais de um minuto do início da partida e foi do adversário, os nossos primeiros pontos aconteceram quase 2 minutos depois, pelas mãos de Jeronimo numa bela cravada. O jogo foi se arrastando com um placar que não deslanchava. A vantagem do adversário chegou a 6 pontos, quando começamos a avançar, empatamos e viramos, fechando o 1º quarto em 16 x 14.

No quarto seguinte, logo em nosso primeiro ataque, após rebote de Batata, Lucas recebeu assistência de Jordan para uma linda cesta de 3, que levantou a torcida. Conseguimos neutralizar os ataques do oponente e aos 5:31 tínhamos 13 pontos de frente, a maior vantagem do jogo até então. Faltando pouco mais de 2 minutos para o término do período os visitantes iniciaram uma reação e pouco a pouco cortaram nossa vantagem para 6 pontos. Final do período, ainda na frente 34 x 28.

Então vieram os 2 quartos finais, eu que já estava preparada para aquilo que tenho chamado de “maldição” do 3º quarto, (é quando ofensivamente não produzimos tanto quanto nos outros quartos), presenciei ela se prolongar para o 4º quarto também. Na verdade, bem no começo do quarto, acreditei que ela não tomaria corpo, mesmo sem pontuar seguramos nossa vantagem por pouco mais de 2 minutos, quando ela era de apenas dois pontos e houve um pedido de tempo técnico. Não conseguimos nos distanciar no placar e a quantidade de rebotes perdidos começou a complicar nossa vida, até que restando 6 minutos, eles empataram e viraram, mas também não conseguiram avançar, pois continuávamos na sua cola, aos 3:04 o placar marcava 38 x 43 para os visitantes. Numa recuperação de bola de Bambu, Lucas sofreu falta e converteu os dois lances livres. Mais adiante, após rebote ofensivo Henrique empatou novamente, porém no último arremesso do quarto, o adversário virou novamente.

E chegou o derradeiro quarto, a expectativa era de que conseguiríamos segurar uma reação e que o jogo só seria decidido nos minutos finais. Porém aos 7:18 a vantagem dos adversários era de 10 pontos. E a partir dali todos os nossos esforços não foram suficientes, o oponente tomou conta do jogo, frustrou nossas reações e acabamos derrotados.

O gosto amargo da derrota ficou na minha boca durante toda a noite, me senti exausta, arrasada, melancólica. Não era o jogo que eu desejava ter assistindo, não era o jogo que eu sabia que a equipe podia ter realizado, mas o apito final soou e esse foi o resultado. O que fazer agora? Bom, ainda temos um jogo e que este seja o jogo das nossas vidas, porque ele pode ser o último, isso só depende da gente. Vamos deixar o adversário mandar na nossa casa? Vamos fazer todos acreditarem que desistimos? Desculpe, mas isso não é nossa equipe, aqui ninguém desiste, aqui por piores e mais adversas que sejam as situações nós vamos lutar e vamos dar o nosso melhor, porque de verdade, já não temos mais nada a perder, então para que nervosismo, ansiedade, preocupação? Que amanhã seja um dia melhor… e ele há de ser! Bola pra frente, a batalha ainda não terminou.

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