Joinville 66 x 72 Pinheiros

Demorei para escrever, eu confesso, mas isso tem um motivo, levei tempo demais para entender, aceitar e digerir o que aconteceu sábado a noite. Na verdade, ainda não aceitei, mas de nada vale gastar energias com algo que já passou, não podemos mudar nada daquela noite e precisamos olhar para frente, mais firmes do que nunca.
Durante os primeiros 20 minutos nós soubemos controlar o jogo, reduzimos a força ofensiva do adversário e nos mantivemos a frente do placar, mesmo sem uma larga vantagem, soubemos conduzir o jogo e aproveitar o fato de que não apenas nós estávamos nervosos, mas também nosso oponente.
O primeiro quarto foi marcado pelo equilibrio, 13 pontos para cada lado. Equilibrio também em boa parte dos fundamentos e no aproveitamento dos arremessos, até naquilo que não foi tão bom, como os arremessos de 3 pontos, nós acertamos 1 em 6 tentativas, enquanto o Pinheiros teve 7 tentativas frustradas. Destaque para a participação de João Victor com 100% nos arremessos e para Renato que entrou bem defendendo e foi o responsável pelo empate no término do período.
No período seguinte, nosso ataque encontrou espaço e foi mais feliz nas conversões do arremessos de 2 pontos, já os de 3 pontos continuavam não sendo uma boa saída. Os rebotes cairam pela metade para os dois lados, em compensação houveram mais erros. Fomos para o vestiário com 4 pontos de frente, a missão agora era se manter na ponta.
O que não era esperado, que efetivamente não é uma qualidade técnica admirada em nosso adversário nos freiou: uma forte defesa que acabou por tirar um pouco o brilho de nossos maiores pontuadores, mas ainda assim, seguiamos na briga, às vezes um pouco precipitados, às vezes desequilibrados, mas ainda assim tentando.
Assim, no segundo tempo os aproveitamentos cairam, realmente não era o dia das bolas de 3 pontos, apesar de algumas terem caido em momentos fundamentais para dar um ânimo a equipe, o equilibrio prevalecia, mas estávamos nervosos e nossas ações não respondiam da forma como se era esperado. Nos minutos finais prevaleceu o sangue frio e a maladragem.
Sim, vocês leram corretamente, eu disse malandragem. Não foi uma vitória da  técnica, da eficiência, da qualidade e sim de quem soube ser mais malandro. Quando o cronometro zerou e o resultado não era o esperado, fiquei tomada de raiva porque mesmo que tenhamos cometido erros, muitos deles tinham mais fundo emocional do que técnico e isso me fez acreditar que no fundo somos é muito ingênuos. Queremos jogar basquete e apenas isso, fazer o melhor dentro de nossas limitações e as vezes até indo além delas, mas nos esforçando, jogando limpo, respeitando nosso adversário e o campeonato como um todo, mas parece que nem todos pensam assim.
O que vi nesse jogo foi que venceu a lei do mais forte, do mais metido, do mais interessante aos olhos do campeonato. O que tenho visto é uma total falta de respeito e uma tentativa desesperada de nos desmoralizar, de destruir um projeto sério de luta com todos as suas forças, dia após dia e que depois de tanto tempo parece ainda não ser levado a sério. Uma coisa é você perder uma partida porque não fez tudo que devia, porque não era o dia de determinado jogador e isso você corrigi, repreende, melhora, outra coisa bem diferente e você estar se esforçando e aquilo que deveria ser imparcial tentar de todas as forças te desestabilizar.
De alguma maneira a arbitragem (coisa que já não é de hoje) contribuiu para nosso estado de nervos e me desculpe, mas é possível ficar calmo diante de injustiça? Bem, por isso que disse que em partes somos muito ingênuos, e humanos demais. Mas uma coisa me fortalece e me mantém a certeza de nossas grandeza, se  é necessário agir de forma ilícita para nos frear é porque oferecemos perigo.
Com isso deixo aqui minha solidariedade e meu carinho a esse grupo que lutou e vai continuar lutando porque vivemos para nos superar e é isso que faz desse grupo algo tão especial, acho realmente que estão de parabéns porque o principal propósito de fazer a defesa funcionar surtiu resultado, então é manter, e acreditar que temos força ofensiva para perturbar, temos jogadas, só precisamos manter a cabeça fria para fazê-las funcionar e esquecer que tem gente que não nos quer lá em cima, para esses nossas melhor resposta é dar a volta por cima!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *