Joinville 63 x 71 Saldanha da Gama

Eu queria contar uma história diferente. Eu queria ao término do jogo parabenizar Manteguinha pessoalmente pela passagem de seu aniversário. Queria tirar a teima de saber se era a família do Shilton e do Manteguinha na tribuna. Eu queria e no final nada realizei, nada ganhei além de uma dor de garganta e de uma enxaqueca.
Eu estava tão eufórica porque receberia minha camisa oficial hoje, tão desejada, tão esperada, queria longo chegar e trocar que não notei o que estava anunciado antes mesmo de eu sair de casa. Uma notícia veiculada pela internet sobre problemas que o Saldanha tivera ao chegar a Joinville, principalmente para treinar e isso me desestabilizou e não sei se isso chegou a equipe de alguma forma, só sei que seja o que realmente aconteceu deu uma gana maior ao adversário para buscar a vitória.
Durante a apresentação da nossa equipe, não senti aquela energia contagiante, parecia que faltava algo, era meu coração me avisando que algo estava errado, que teríamos problemas e por mais que eu tentasse mudar meu foco desse sentimento ele se confirmou logo no primeiro quarto. Simplesmente nada funcionava, as bolas não entravam, não conseguíamos segurar o armador adversário, estávamos pressionados.
Nossa atuação fugiu do que vinha notando anteriormente. O jogo coletivo não apareceu, o individual acabou parado em faltas, ou na pressão sufocante do oponente. Porém, eles continuavam lutando, mudando as peças, as estratégias e até chegamos a encostar no placar, depois de estar perdendo por vinte pontos, derrubamos para apenas 5, encostávamos e eles também convertiam cestas, parecia possível, mas a cada tentativa, mais impedimentos surgiam para que fechássemos o jogo na frente.
Infelizmente o cronômetro zerou com nossa equipe atrás no placar e eu sentada em choque, ainda tentava entender o que tinha acontecido, mesmo tendo sentido aquele resultado antes. Odeio sinceramente quando isso acontece e nem sei porque acontece, mas há momentos que eu desejaria não sentir, porque só aumenta minha sensação de impotência.
Cometemos erros, nossas táticas não funcionaram, a harmonia deixou a quadra, tudo bem, foi uma alerta, exatamente como prof. Bial falou. Momento de assumir para si a responsabilidade  de que tudo só dará certo com disposição, entendimento e foco no objetivo. Não é possível ficar indiferente ao fato de que a capacidade que essa equipe tem vai muito além do nosso entendimento. Temos consciência do quanto já foi superado, realizado. Somos conhecedores da garra e do espírito de luta que habita seu interior, por isso não conseguimos ficar passivos, pois não podemos aceitar que vocês se curvem diante dos problemas.
Então meus garotos deixem que esse espírito de luta se sobressaia, ninguém está contente e tenho certeza que vocês menos ainda, portanto usem essa insatisfação como combustível para se reerguer com força total. Não baixem a cabeça e não desistam agora. Tudo só depende de vocês e entendo essa pressão, porém, não está em minha mãos alivia-la, só posso lhes dizer que vocês são vencedores e podem chegar aonde quiserem. Vocês possuem tudo que é necesário para vencer, tem o brilho natural do talento irradiando de seus olhos, então confiem, lutem, vibrem e tenham calma, a afobação e o desespero são inimigos da determinação e da construção de um resultado positivo.
A batalha está apenas começando e vocês estão cientes disso, então não se entreguem, não desistam, não combina com vocês, não tem o menor sentido. Vistam seus uniformes no próximo jogo como se fossem armaduras e sigam para ela como se toda sua vida dependessem daquele momento e façam dele o melhor de suas vidas, aquilo que desejarão levar com vocês através dos tempos. Vocês são guerreiros e merecem honras como tais, então não se deixem abater por resultados, críticas ou qualquer fator externo, apenas vocês que importam.
FORÇA GAROTOS, VAMOS SEGUIR EM FRENTE. QUE DEUS LHES DÊ CLAREZA, CONFIANÇA E SERENIDADE, ESTAREMOS COM VOCÊS.
E NÃO ESQUEÇAM, AINDA AMO E AMO DEMAIS VOCÊS E CONFIO NA FORÇA QUE EXISTE EM VOCÊS, PERMITAM QUE ELA MOVA SEUS ESPÍRITOS EM DIREÇÃO AO OBJETIVO TRAÇADO E QUE AO QUE VOCÊS DESEJAM E MERECEM!

2 thoughts on “Joinville 63 x 71 Saldanha da Gama

  1. Na verdade o Joinville perdeu pro Saldanha da Gama porque nossa equipe não estudou o adversário direito.

    O técnico do Saldanha, professor Paulo Murilo, tem um blog onde ele descreve tudo o que fez no Saldanha. E ele mudou completamente a maneira do time dele jogar.

    Muito interessante o blog dele, por várias vezes critica essa onda de sempre arremessar de três pontos e usou no Saldanha um esquema de 2 armadores e 3 pivôs móveis…

    Quantas vezes na partida vi o Audrei marcando um cara de 2,10, porque o Saldanha usava 3 pivôs e a gente 2. E o Audrei marcava o cara que jogava na posição 3 deles, que sempre era um grandão.

    Quando o Bial percebeu isso (no terceiro quarto) não conseguiu mais recuperar… Lembro dele usando Bristot, Shilton e Tiagão para tentar equilibrar nos rebotes e dentro do garrafão. Deu certo mas não deu para buscar o jogo.

    Vendo o blog do professor a gente percebe o quanto o basquete tem que evoluir no Brasil. Um time que era o lanterna disparado, depois que o professor pegou o time, venceu Paulistano (em São Paulo), Brasilia e Vila Velha (em casa) e o venceu o Joinville aqui, coisa que nem o Flamengo conseguiu.

    Que o blog dele e todos os dias de trabalho relatado ali, seja de grande valia para os demais técnicos do Brasil para evoluir os times em quadra e mudar o esquema único existente aqui no Brasil.

    Segue o blog do professor: http://blog.paulomurilo.com/

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *